terça-feira, 29 de junho de 2010

Rio de Janeiro a Janeiro

O Rio de janeiro continua lindo. Sempre lindo. Assim, dois amigos se sentaram a beira da praia para beber uma doce água de coco, no fim de mais uma quente tarde veraneia.

- Sabe meu amigo, me encontrei outro dia num fim de tarde desse inverno caminhando contra aquela brisa gelada pela Av. Portugal na Urca, e vi em uma delirante paisagem uma daquelas fotos que admiramos como planos de fundo nas telas e acreditamos não existir um lugar real assim. Mas existe e é tudo tão mais belo ao vivo, é tão mais prazeroso sentir o cheiro do mar e ver o sol descendo por trás dos montes no horizonte. É tão mais intenso que me fez até descobrir o amor por esse pedaço de terra.
- Ah! Também encontrei esse amor certa vez enquanto caminhava pela Praça Santos Dumont avistando aquelas incríveis árvores do jardim botânico, tantas e tantas fazendo do verde com prédios modernos, um belo contraste. E não para por ai, viu?
- Não mesmo! Complemento e digo que revi esse amor quando parei na lembrança, a pedra do arpoador pelo amanhecer naqueles dias de verão, que já pela manhã, faz a pele suar com aqueles muitos graus centígrados...
- Então porque não falar da Lagoa Rodrigo de Freitas? Ah! A lagoa... Faz-me lembrar como é tudo tão belo, durante o dia. Os raios de sol nos morros fazendo sombra nos ‘piers’, faz qualquer alma se acalentar!
- De acordo, meu caro... O rio é beleza para o tempo todo... É apaixonante quando me lembro à pacífica sensação de caminhar pela orla das quatro da tarde, às seis da noite com alguém ou sem ninguém.
- E quanto à noite, não tenho muito a dizer. Só deixo a imaginação alheia trabalhando tentando imaginar a cena: Todas as estrelas do céu disputando o brilho com poucos postes na beira das águas doce ou da salgada, todos duplamente refletidos sobre a água deixando-nos ver somente a silueta dos gigantescos morros a sua volta.
- É imensurável essa beleza que parece não ter fim, não é? As praias populares... Ipanema, Copacabana, Leme, Leblon... As praias semi-desertas... Do meio, Inferno, Tartaruga na meio esquecida Barra de Guaratiba. As vistas do corcovado, da vista chinesa num alto ponto da floresta da tijuca...
- Meu Deus! Como tenho a sorte de conhecer mil cantos dessa cidade que encanta e canta com beleza sem fim...
- Como temos sorte!
- Sim e que saber? Dependo dela para ser feliz. Afinal, O que seria de mim sem essa pequena, porém imensa, porção do paraíso?
- Seríamos nada, não é? Então creio estar puramente certa ao dizer ‘Rio maravilha, somos apaixonados por você!’


Por Psy O.L e Guilherme Gomes