segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mal-me-quer

Era uma sequestradora de almas, um diabo loiro, meu corisco de saia.
Eu era apenas um jovem corajoso.
Ela era bela fera, meu perigo caucasiano, fonte de encanto, beleza pura.
Eu era apenas um jovem corajoso.

-Dentre tantos meses que se passaram, onde os anos se formaram, o que me diz sobre a saudade? - Disse-a das almas que era dona.
-De todos os dias incoerentes, onde as horas eram da gente, nunca estive tão feliz como agora! - Falei com coragem que me era pouca -Mas dos anos que acabaram, me recordo de dois carnavais, me diga então sobre teus casos carnais.
-De caso vil não creio que queiras saber, mas se vem ao caso, felicidade tambem domina o meu ser!
-Ah, como se eu acreditase...De tantos que por ti se apaixonam e dos muitos que por ti ainda choram,poucos são os que tem sorte de te encantar.
-E você foi um deles, não te digo que são tantos nem que cometi algum erro.O que posso fazer se agrado a troianos tanto quanto aos gregos?
-O problema não é agradar a tantos, o problemas são juntamente seus encantos!
-Ah! Lindo, encantos são naturais,que faço eu com casos carnais?
-Seus casos tu furtas em dias nublados,sinto pena é dos coitados...
-Coitada de mim se me ve com estes olhos! Eu Tambem tenho sonhos.
-Sonhos de colecionar olhos, voltados pra ti,todos em si...
-Não deixa de ser um sonho..
-Nem de ser inglorio...
-Tu pensas que sou ladra com qual objetivo?
-Ladra tu és, agora d'alma qual é o adjetivo?
-De animico só tenho a dor, dor de um recorente amor.

Já não era mais tão impavido.
Ela ainda era bela fera dos olhos de maré.
Já não era mais tão impavido.
Ela ainda é meu mal-me-quer.


Por Guilherme Gomes

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Meu maior bem

Está aqui dentro, realmente está presente.
Presente no meu sangue e me fará morrer de amor.
É o meu vicio, meu vicio simplesmente.
É simplesmente o meu único amor.

É o que me faz sujar as paginas brancas
Rabiscar uma palavra qualquer
Construir entre bordas insanas
Nossos rios de amor-maré.

E se te disserem que ainda te quero
Que ainda,oh! Pobre,te espero.
Se te disserem dessas palavras a metade
Saiba que é a mais pura verdade

Saiba que de toda zelotipia
Nunca tive dor tamanha.
Pois ao levar minha tequila
Me deixou, somente com uma brahma.

Não temo a morte. Eu tenho sorte. Eu amo alguém.
E aprenderia amar se não amasse ninguém.
Mas te juro, meu amor. Que com um vinho do Chile talvez
Eu seria bem mais feliz...Se me desse um whisky escocês.

Por Guilherme Gomes

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O meu tal mal

Está aqui dentro. Presente no meu sangue, esboçado em minha pele, ausente em meu rosto. Mas esta aqui e já não há como fugir. Atestado de óbito assinado, creio eu. Ora! Como pude ser fraco, tão cego? Inocente até que me provem o contrário. Porém provem rápido. O masi agil possível. Não tenho tanto tempo assim. Não tenho mais tempo pra mim. O meu sangue, deste tal mal, está repleto. Agora, a respeito deste tal, estou inepto. Já não há o que fazer a não ser observar o meu corpo enfraquecer, o meu rosto esbranquiçar. Minha carne vai emagrecer e pela fraqueza, a morte vai me vencer.
Vou ver o meu organismo desistir, fraquejar, sucumbir. E meus queridos amores, irão encher-me de remédios, esperançosos em ver-me melhorar. Médicos, tentarão de tudo, para manter-me aqui. Não adianta, meu queridos. Não adianta tentar. Meu corpo vai desistir. É dor demais pra se aguentar. Por fim, irei partir ao meu coração falhar.
Descuidei-me da vida e vos imploro perdão. Lhes súplico que não me odeiem e que fiquem ao meu lado. Fui estúpido, eu sei. Mas um estúpido sábio, que não soube dizer não. Um abraço, um beijo e em consequência, tesão. Ah! Se eu resistisse a ela! Seria eu puro até então. Mas não. Dei-me por inteiro de carne e alma naquela mão. Ah! Se eu fosse um pouco mais cuidadoso... Não daria-te assim meu coração. Não sofreria a ponto de deixar-me de lado, nem daria-me por inteiro a tal paixão. Dei-me e com tudo, abandonei-me na dor. Sem doenças, sem aids, nem nada. Eu vou mesmo é morrer de amor.


Por Psy O.L

terça-feira, 20 de abril de 2010

Amor

Sempre amarei
Por todas as fases de minha vida
Sempre lembrarei
Das minhas noites mal dormidas

Que pensando nela eu errei
Errei mesmo
Errei feio,errei em pensar que a esqueci
E no esquecimento me escondi.

Escondi no vento que leva
E no tempo que traz
Me escondi em braços tais
Em anos sem iguais

E nas manhãs me joguei
Vi que amei
Vi que amo e
Sempre amarei

Amar é simples
Simplesmente dificil
Amar é simples
Simplesmente um vicio

Um vicio que te domina e
Tua vida aniquila
Um vicio somente
Somente e simplesmente

Amor.

Por: Guilherme Gomes

Caneta

O papel estava em branco, tão lindo
com listras azuis. Limpo, liso.
Mas eu tinha que escrever, não é?
Tinha que sujar
a pureza da página
E a caneta não para de rabiscar
uma palavra qualquer.
Tinha de acabar com a ingenuidade da branca.
Porque não paras caneta?
Porque tanto precisas pintar?
Porque não cala na sua ponta
a dor que tentas esboçar?
É muita dor para uma ponta só?
Ora! Então espere eu desenhar a minha
É tanta dor, que sua ponta dará um nó
E vou ficar mais uma vez sozinha.

Por: Psy O.L

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pobre mentira

Pobre de ti se achas que te esperei tanto tempo. Se achas que em meu peito ainda bate com força igual um coração que um dia foi teu, mas que agora não é mais. Pobre de ti se pensas que ainda sofro por ti, se é que um dia o fiz. Pobre de ti, se acreditas que o brilho dos meus olhos agora provem de chorosas lagrimas por sua falta. Viva a doce ilusão de que em minha vida tu ainda és importante, se achas mesmo que és relevante. Pobre de ti, ainda mais, se acreditas no que ouvistes em toda essa historia de "não te esqueceu, ainda lhe ama, ainda lhe quer". Ah! Pobre mulher. Tua imagem já não passas de uma miragem do que já foi um dia, você para mim. Não és nada e deste nada tu és tudo. Então pobre de mim! Pobre de mim, sim. Que digo não amar, não querer, não desejar. Pena que sinto por mentir pra mim. Pobre de mim que não sei parar de mentir...


Por: Guilherme Gomes
Modificado por: Psy O.L

sábado, 10 de abril de 2010

Não amar ninguem

É a dádiva dos fracos
O esconderijo dos medrosos
não amar ninguém é ser opaco.
Medroso com coração fraco.

Sou forte. Eu amo alguém.
e morro de pena de quem não ama ninguém.

É respirar amor e não sentir a narina queimar.
É saber que o coração bate
e não sentir o seu pulsar.
Não amar ninguém é tolice
É armadura de papel pra quem foge de sofrer
É burrada, esquisitice, maluquice
É viver brincando de viver.

Eu tenho sorte. Eu amo alguém.
E me sinto vazia quando não amo ninguém.

É desejo dos hipócritas
Realidade dos piscicopatas
Não amar ninguém é furada
É existir vazio, nunca ter ninguém,
é ser um nada.

Não temo a morte. Eu tenho sorte. Eu amo alguém.
E aprenderia amar se não amasse ninguém.

Por Psy.