Era uma sequestradora de almas, um diabo loiro, meu corisco de saia.
Eu era apenas um jovem corajoso.
Ela era bela fera, meu perigo caucasiano, fonte de encanto, beleza pura.
Eu era apenas um jovem corajoso.
-Dentre tantos meses que se passaram, onde os anos se formaram, o que me diz sobre a saudade? - Disse-a das almas que era dona.
-De todos os dias incoerentes, onde as horas eram da gente, nunca estive tão feliz como agora! - Falei com coragem que me era pouca -Mas dos anos que acabaram, me recordo de dois carnavais, me diga então sobre teus casos carnais.
-De caso vil não creio que queiras saber, mas se vem ao caso, felicidade tambem domina o meu ser!
-Ah, como se eu acreditase...De tantos que por ti se apaixonam e dos muitos que por ti ainda choram,poucos são os que tem sorte de te encantar.
-E você foi um deles, não te digo que são tantos nem que cometi algum erro.O que posso fazer se agrado a troianos tanto quanto aos gregos?
-O problema não é agradar a tantos, o problemas são juntamente seus encantos!
-Ah! Lindo, encantos são naturais,que faço eu com casos carnais?
-Seus casos tu furtas em dias nublados,sinto pena é dos coitados...
-Coitada de mim se me ve com estes olhos! Eu Tambem tenho sonhos.
-Sonhos de colecionar olhos, voltados pra ti,todos em si...
-Não deixa de ser um sonho..
-Nem de ser inglorio...
-Tu pensas que sou ladra com qual objetivo?
-Ladra tu és, agora d'alma qual é o adjetivo?
-De animico só tenho a dor, dor de um recorente amor.
Já não era mais tão impavido.
Ela ainda era bela fera dos olhos de maré.
Já não era mais tão impavido.
Ela ainda é meu mal-me-quer.
Por Guilherme Gomes
segunda-feira, 26 de abril de 2010
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